Depois de quase quatro décadas diante das câmeras, Fátima Bernardes ainda enxerga espaço para uma estreia profissional. A apresentadora revelou que gostaria de comandar um reality show criado em torno de assuntos próximos à sua identidade, embora tenha descartado tanto entrar no Big Brother Brasil quanto assumir qualquer formato sem afinidade com sua trajetória.

A declaração foi dada à revista Quem e repercutiu nesta quinta-feira (10) em veículos como Portal LeoDias e Alô Alô Bahia. Ao ser questionada sobre o que ainda deseja experimentar na televisão, Fátima respondeu que “ainda falta um reality”. Ela explicou, porém, que imagina uma atração diferente e ligada a temas com os quais se identifica.

Um novo formato, mas sem confinamento

A vontade não significa que Fátima esteja planejando se tornar participante de um programa de confinamento. Quando a conversa chegou ao BBB, ela respondeu de forma direta que não aceitaria entrar na casa. A hipótese apresentada pela jornalista é a de conduzir um projeto com linguagem e temas coerentes com seus interesses.

Também não houve anúncio de negociação, contrato ou formato já aprovado. A declaração indica um desejo profissional, e não a confirmação de uma atração. Fátima afirmou que esse assunto ainda pertence a conversas futuras, preservando a diferença entre uma ideia que a entusiasma e um projeto pronto para chegar ao público.

O interesse em realities não é uma ruptura completa com sua carreira. Ela já comandou competições musicais como The Voice Brasil e The Voice Kids, experiências que combinam histórias pessoais, apresentações e eliminação. Um novo programa poderia aproveitar essa familiaridade, mas a apresentadora não detalhou se imagina dança, música, convivência ou outro tipo de disputa.

Liberdade para escolher os próximos passos

Na mesma entrevista, Fátima associou sua definição atual de sucesso à liberdade de escolha. O conceito, segundo ela, mudou conforme as fases da vida. Passar em uma universidade pública, conseguir o primeiro emprego na profissão escolhida e realizar o sonho de ser bailarina já representaram conquistas decisivas em momentos diferentes.

Essa leitura ajuda a entender por que a apresentadora estabelece limites ao falar de um reality. Ela demonstrou interesse pelo gênero, mas não por qualquer proposta. Fátima também afastou as possibilidades de competir na Dança dos Famosos ou de assumir uma função que exigisse cantar, reforçando que a novidade precisa dialogar com habilidades e assuntos que fazem sentido para ela.

A carreira oferece uma base ampla para essa escolha. Fátima iniciou a trajetória na Globo em 1987, passou por reportagens e edições de telejornais, apresentou o Jornal da Globo, o Fantástico, o Jornal Hoje e permaneceu por quase 14 anos na bancada do Jornal Nacional. Depois, comandou o Encontro durante uma década e migrou para projetos de entretenimento.

Projetos recentes mantêm Fátima em movimento

Embora esteja fora de um programa diário na televisão, Fátima não interrompeu a produção de conteúdo. Em 2026, ela passou a apresentar o videocast Cá Entre Nós ao lado da filha Beatriz Bonemer. O projeto aposta em conversas pessoais e já gravou um episódio com William Bonner, que, segundo a apresentadora, aparecerá de maneira diferente da imagem construída no telejornal.

O contrato fixo de Fátima com a Globo terminou no fim de 2023, após uma fase de trabalhos por obra. Desde então, a jornalista ampliou a presença em projetos digitais, eventos e produções especiais. A flexibilidade combina com a ideia de avaliar convites sem a obrigação de ocupar imediatamente uma faixa diária da programação.

Por enquanto, o reality permanece como desejo, sem título ou data. A fala chama atenção porque parte de uma profissional que já transitou entre jornalismo, variedades, entrevistas e competições musicais. Se o projeto avançar, o desafio será transformar essa experiência em uma atração com identidade própria — exatamente a condição que Fátima colocou para considerar o novo passo.

Fontes e transparência

Texto original da Redação DC Store, produzido a partir da entrevista repercutida pelos veículos e do histórico profissional identificado abaixo. A fotografia é de arquivo, possui licença aberta e não registra a conversa citada.