Deborah Secco contou que a relação da filha, Maria Flor, com a moda começou a mudar. Aos 10 anos, a menina passou a defender escolhas próprias e já não demonstra o mesmo interesse em usar produções combinadas com a mãe, costume que marcou diferentes aparições das duas nas redes sociais.
A atriz falou sobre essa nova etapa em entrevista ao gshow durante a primeira semana do Rock in Rio 2026. Segundo Deborah, Maria Flor se aproxima da pré-adolescência e experimenta referências que contrastam com as preferências da mãe. Em tom bem-humorado, ela resumiu que a filha “está mais grunge e diz que eu sou muito patricinha”.
Uma nova fase para mãe e filha
A diferença de gosto não foi apresentada como conflito. Deborah tratou o assunto como um sinal natural de crescimento. A atriz disse que ainda enxerga Maria Flor como seu “bebezão”, mas percebe a filha mais atenta à própria imagem, aos cuidados pessoais e à maneira como deseja se apresentar.
Essa transição também muda a dinâmica dos programas em família. Deborah explicou que a menina já organiza passeios com amigas e demonstra mais autonomia para decidir onde quer estar. A atriz afirmou que pretende encontrá-la no festival em outro dia, respeitando os compromissos e interesses da filha.
O relato ganha significado porque mãe e filha ficaram conhecidas por aparecerem com roupas parecidas. Em junho de 2025, Deborah reuniu nas redes sociais diferentes registros em que as duas usavam combinações semelhantes. Em março de 2026, elas voltaram a posar com biquínis e lenços coordenados durante um dia de sol.
Individualidade acima da tradição dos looks
Agora, as produções iguais deixam de ser uma regra divertida e passam a depender da vontade de Maria Flor. Deborah reconheceu que os estilos se afastaram: a menina demonstra interesse por uma estética mais ligada ao grunge, enquanto define as escolhas da mãe como mais delicadas e arrumadas.
A mudança não apaga a memória dos momentos compartilhados. Ela mostra apenas que uma tradição visual pode ser adaptada conforme a criança amadurece. Ao contar a história sem transformar a preferência da filha em problema, Deborah destacou a importância de permitir que Maria Flor descubra referências próprias.
A atriz também evitou projetar uma profissão para a menina. Embora Maria Flor já tenha demonstrado desenvoltura diante das câmeras e faça aparições públicas ao lado da mãe, Deborah afirmou que sua prioridade é vê-la crescer livre, feliz e segura para escolher o próprio caminho.
O desafio de acompanhar o crescimento
Na mesma conversa, Deborah reconheceu que a maternidade envolve a vontade de proteger a filha de todas as dificuldades. Ao mesmo tempo, disse compreender que impedir qualquer frustração também limitaria o desenvolvimento de Maria Flor. O desafio, para ela, é oferecer apoio sem retirar da menina a possibilidade de aprender com as próprias experiências.
A reflexão desloca a entrevista para além dos looks. A roupa aparece como um sinal visível de uma etapa maior: o momento em que uma criança começa a negociar preferências, vínculos e espaços de autonomia. Deborah descreveu esse processo com orgulho e afirmou considerar um privilégio acompanhar a formação da personalidade da filha.
Maria Flor ainda está no início dessa transição, e a família não anunciou qualquer mudança profissional ou projeto específico para ela. O que existe, conforme a declaração da atriz, é uma menina de 10 anos experimentando gostos e uma mãe disposta a observar esse crescimento sem transformar cada escolha em obrigação pública.
Texto original da Redação DC Store, produzido a partir da entrevista e das reportagens identificadas abaixo. A fotografia é de arquivo, possui licença aberta e não registra a conversa citada.

